Antes de qualquer coisa: sim, sabemos que o inverno ainda vai demorar a chegar aqui no Brasil. Entretanto, nunca é cedo demais para aprender coisas bacanas que vão ser bem úteis quando chegar a hora, certo? Além disso, você pode estar nos Estados Unidos ou lembrar deste artigo quando o frio finalmente resolver dar as caras!
Mark Rober decidiu botar à prova as inúmeras teorias que existem pela internet de qual é a forma mais eficiente para retirar o excesso de umidade de dentro de um automóvel em dias frios. Para isso, ele se baseou na ciência pura para explicar como tudo acontece.

Entendendo o motivo dos vidros embaçarem

O rapaz – que, vale ressaltar, trabalhou na NASA por nove anos e tem um mestrado em engenharia mecânica –, explica o motivo pelo qual os vidros embaçam. Rober explica que o “embaçado” é composto de gotículas minúsculas de água que se acumulam na superfície – a chamada condensação. O mesmo acontece com latinhas geladas, espelhos depois do banho e até mesmo nossa respiração em um dia frio.

A questão é que essas gotículas estão sempre no ar, mas não conseguimos vê-las por conta da umidade relativa. Quando o percentual da umidade do ar passa dos 100%, o vapor d’água fica mais “compacto” – é a partir daí que conseguimos ver a condensação acontecendo.

Um dos fatores que contribui para que tudo isso aconteça, no entanto, é a temperatura do ar. Rober mostra que o ar quente tem uma capacidade maior de armazenar umidade do que o ar frio. Isso significa que, em temperaturas altas, é necessária uma grande quantidade de vapor d’água para que haja condensação, enquanto temperaturas menores exigem muito menos. Ele inclusive disponibilizou um documento explicando com mais detalhes como tudo funciona.

A teoria da toalha

Para facilitar um pouco a explicação, Rober diz que podemos pensar no ar como se fosse uma toalha. São dois fatores que influenciam no quanto de líquido que ela pode absorver: o tamanho (representando a temperatura do ar) e o quanto ela já está molhada (a umidade do ar).

Quando você pega uma latinha de refrigerante gelada em um dia quente, o ar em volta dela é resfriado absurdamente – seria o equivalente a uma toalha grande e relativamente úmida que é diminuída ao ponto de não conseguir reter mais o líquido que estava nela. No banho quente, é a umidade que extrapola os limites, o que seria como uma toalha grande que fica muito molhada e não consegue absorver mais nada.

Sendo assim, como introdução ao método mais rápido para desembaçar os vidros do seu carro, Rober explica que você precisa criar uma situação em que o ar seja como uma toalha grande e seca. Em outras palavras: você precisa aquecê-lo e retirar a umidade existente.

Os 4 passos para desembaçar os vidros do seu carro

Depois de tudo explicado, é hora de mostrar finalmente quais são os quatro passos a serem seguidos para deixar os vidros transparente no menor tempo possível:

1 – Ligue o ar quente no máximo: isso serve para aquecer o ar dentro do veículo e aumentar sua capacidade de reter umidade;

2 – Ligue o ar condicionado: a função tem a finalidade, entre outras coisas, de retirar a umidade do ar;

3 – Mude a circulação do ar para entrada de ar externo: o ar frio do inverno é gelado, mas tem uma capacidade maior de absorção quando aquecido por estar mais seco;

4 – Abra uma fresta dos vidros: mesmo que por alguns segundos, abrir um pouquinho os vidros pode ajudar na troca do ar úmido de dentro do carro pelo ar mais seco do lado de fora.

É claro que o tempo que leva para que os vidros desembacem depende de diversos fatores, mas, a princípio, essa é a forma mais eficiente em qualquer situação.

Soluções alternativas

Caso você não tenha ar condicionado no seu carro, Rober oferece algumas soluções alternativas que podem ajudar a acelerar o processo também. A primeira delas é usar um pouco de areia sanitária para gatos – que geralmente vem com cristais de sílica – dentro de uma meia e colocá-lo próximo ao para-brisa do automóvel, já que o material ajuda a sugar umidade.

A outra opção fica por conta de líquidos anti-embaçantes que podem ser encontrados em lojas específicas. A sacada do rapaz nessa dica, no entanto, é de que o produto pode ser substituído por outro que, aparentemente, não tem nada a ver: a espuma de barbear, além de funcionar igual, é mais barata.

Mark aproveita ainda para dar uma cutucada naqueles que acreditam na teoria dos chemtrails, dizendo que os rastros deixados pelos aviões no céu são apenas mais uma forma de condensação.