sexta-feira , 18 agosto 2017
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Hacker se torna justiceiro virtual e derruba sites com racismo e homofobia

De forma geral, os hackers são vistos pela maioria dos internautas como uma ameaça ou até mesmo como criminosos digitais. Porém, algumas dessas pessoas que têm uma habilidade especial em explorar brechas e falhas nos sistemas se revelam ativistas de causas nobres e preferem fazer o papel de mocinhos. Esse é o caso do sujeito conhecido como Amped Attacks, que divulga todas as suas conquistas na tarefa de derrubar – um a um – sites, fóruns e outras páginas dedicadas a espalhar violência e preconceito.

O misterioso justiceiro virtual é uma especialista em ataques do tipo DDoS (Distributed Denial-of-Service), método que consiste em utilizar uma série de máquinas para bombardear um IP ou endereço específico com requisições de acesso, fazendo com que o servidor responsável por aquele serviço não aguente o volume de dados e saia do ar. Porém, em vez de brincar com esse poder e derrubar plataformas como a PSN – rede online do PlayStation –, o rapaz (ou a garota) escolheu encarar um missão de “limpeza” da rede.

Conforme foi divulgado em seu perfil no Twitter – geralmente com a hashtag #tangodown –, Amped Attacks mirou seus esforços inicialmente contra uma série se sites relacionados às atividades do Estado Islâmico. No entanto, não demorou muito para que o hacker se voltasse para diversos casos dentro dos Estados Unidos, que ainda ferve com grupos racistas e comunidade religiosas fervorosas. Um dos casos mais recentes foi o abate do portal GodHatesFags.org (“Deus Odeia Gays”, em uma tradução livre).

A página mantida pela Igreja Batista de Westboro contém várias matérias e artigos de repúdio aos homossexuais e, por isso, foi tirada do ar no domingo (18) e na quarta-feira (21). Durante o último fim de semana, seus alvos foram clubes inspirados pela Klu Klux Klan – que apoiam conceitos como a “supremacia branca” e o racismo. Ao menos três sites e uma rádio online simpatizante da KKK foram derrubados com ataques maciços de DDoS.

Atraindo olhares para o problema

Em todos os casos, o endereço volta a funcionar depois de algumas horas ou dias, mas, mesmo assim, não deixa de ser uma forma bastante atual – e ousada – de chamar atenção para temas importantes que ferem a sociedade. Em uma postagem feita na terça-feira (20), o hacker deixou claro que o projeto ainda vai longe e disparou uma provocação: “KKK e todos os racistas, eu tenho uma pergunta… Como se sentem sabendo que um único homem está acabando com vocês um por um?”.

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Criador e Gerador de Conteúdo do Site KassioInFo e Agora do AkiTech. Analista de Suporte e Entusiasta de Tecnologia e Telecomunicação.

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